Mayane Leite da Nóbrega

Título:DINÂMICA NÃO-LINEAR NO BRASIL: UM RECORTE HISTÓRICO ENTRE 1970-1990
 
Discente:Mayane Leite da Nóbrega
Orientador(a):Olival Freire Júnior
Coorientador(a):Suani Tavares Rubim Pinho
Debatedor(a): A definir
 
Resumo: A partir dos anos 1990, vive-se um momento em que diversas áreas interdisciplinares ganham força. Dentre as quais a Dinâmica Não- Linear é uma delas. Neste trabalho pretendemos mostrar esta interligação no cenário da Física no Brasil. Foi a partir da década de 1970 que a Física Estatística começou a emergir no Brasil, refletindo o impacto provocado no cenário mundial pelos trabalhos de Kenneth Wilson e Leo Kadanoff aplicando o grupo de renormalização ao estudo dos fenômenos críticos. No Brasil, podemos citar de antemão alguns pesquisadores que foram precursores na área de Física Estatística: Roberto Güenzatti-Luzzi, com o estudo de Sistemas fora do Equilíbrio; Sílvio Salinas e Maurício Coutinho, que se notabilizaram pelos estudos das transições de fase em sistemas magnéticos; Constantino Tsallis, que tem se destacado pela sua proposição da Mecânica Estatística Não-Extensiva. Foi também na segunda metade do século XX, em posse dos avanços da Teoria dos Sistemas Dinâmicos e com o advento dos computadores auxiliando no estudo dos sistemas dinâmicos não lineares, que a área denominada Dinâmica Não-Linear ganha impulso. Neste contexto nasce a Teoria do Caos, com a expressiva participação dos físicos e engenheiros, dado seu apelo fortemente marcado pelos experimentos computacionais. Dentre os físicos, no Brasil, destacam-se Alfredo Ozório de Almeida pelos seus trabalhos na área de caos quântico, e Celso Grebogi, tendo contribuído de forma expressiva na área de controle de caos. A partir da década de 1980, os físicos estatísticos têm atuado na área de Dinâmica Não-Linear como verificamos nos cenários latino-americano e brasileiro. O objetivo do presente trabalho é mapear o desenvolvimento desta área de pesquisa no Brasil identificando a sua interligação tanto nos aspectos temáticos quanto na participação dos físicos, bem como seu impacto no estudo dos sistemas complexos.