Lisandro Bacelar da Silva

Título:CONTRIBUIÇÕES DA EPISTEMOLOGIA BACHELARDIANA PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE QUÍMICA
 
Discente:Lisandro Bacelar da Silva
Orientador(a):Edilson Fortuna de Moradillo 
Debatedor(a): A definir
          
Resumo: A partir de uma leitura mais detida de obras de Bachelard, como O Materialismo Racional e O Pluralismo Coerente da Química Moderna, apontamos, nesta pesquisa, contributos para a Educação Química, notadamente para a formação de docentes de Química. Trata-se aqui de uma pesquisa compreensiva, exploratória, densa (CRESWELL, 2007), situada no paradigma sócio-construcionista (CROTTY, 1998), e  desenvolvida a partir de uma metodologia qualitativa (BACHELARD, 2004), que se fundamenta no original entendimento bachelardiano da categoria qualitativo. Bachelard (1978) entende que o químico, em sua fenomenotécnica, constrói uma ordem artificial sobre a natureza na medida em que, orientado por um projeto teórico de objetivação, sintetiza substâncias que têm as propriedades que lhe interessam no momento. Assim, o conhecimento químico contemporâneo, diferentemente do senso comum e até de outros conhecimentos científicos, deve ser compreendido no seio de uma ontologia técnica (BACHELARD, 1990),  em que  pureza, a cor de uma substância é percebida como um processo de construção artificial, uma objetivação do real. Entendemos que a Educação Química, historicamente, vem se limitando a uma compreensão de Bachelard como um filósofo da Física, apropriando-se de seu pensamento a partir de suas considerações gerais  sobre: o papel do erro na construção do conhecimento científico; a noção de obstáculos epistemológicos; a categoria perfis epistemológicos. Ao buscarmos implicações para a Educação Química, salientamos quem na epistemologia química bachelardiana, tanto o professor formador como o licenciando em Química podem encontrar um pensamento simultaneamente dialético – porquanto um modo de ação que recusa o imediato, a especulação passiva, o falsamente simples, na sua busca pela criação de fenômenos objetivamente completos – e indutor, na medida em que inclui “{...}um raciocínio capaz de inventar o real, de pensar fenômenos que ainda não foram inventados.” (RÊGO, 2014, p. 38).